terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A hypothetical but real peaceful place, or not.

Era um maravilhoso dia na vizinhança. O sol estava brilhando, os pássaros estavam cantando. Tudo parecia tão calmo. Até um estampido ecoar pelas ruas vazias.
            Pobre Little Shit, teve um ataque do coração enquanto tomava limonada com sua esposa na varanda. O barulho do seu grande corpo caindo no chão e os gritos de sua mulher desamparada chamaram a atenção de toda a pacata vizinhança. Pois nada acontecia ali há anos, nenhum acidente ou morte, nenhuma mudança ou novidade, aquele bairro sempre permaneceu na mesma.
            Era um domingo a tarde, onde em todas as casas as famílias estavam reunidas em suas salas. Porém, em menos de um segundo todos estavam do lado de fora de suas casas para ver o que tinha acontecido, foram se encaminhando à casa dos Shit e se depararam com o mórbido. Um homem de cento e cinqüenta quilos espatifado na grama, com sua esposa sobre seu corpo se debulhando em lágrimas. Uma desventura? Talvez não. Logo a ambulância foi acionada, mas era tarde demais. Little Shit havia partido. O que havia provocado repentina morte? Seria sua obesidade? Tal pergunta nunca fora respondida.
Três semanas depois um novo tumulto se formava, também em um domingo a tarde. Cockroache Crushed havia tido um ataque do coração. Mais um na vizinhança? O que estava acontecendo? Seu marido se encontrava desamparado. Era visto com os olhos vermelhos de choro toda vez que saia de casa. Mas, seria realmente choro? Tal pergunta nunca fora respondida.
Mas o que estava acontecendo com aquela vizinhança tão calma e monótona? Os pássaros não cantavam como antes, nem o sol brilhava como em outras horas. Algo tinha afetado a paz daquele lugar. Seria um acaso do destino? Ou uma mera coincidência? Talvez um amor que teria se partido e com isso a paz e a complacência.

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