sexta-feira, 1 de abril de 2011

Até que ponto nós vamos para esconder nossas fraquezas?

Quem gosta de ter fraquezas? Quem gosta de deixar transparecer tais inúteis? Inúteis? Talvez muito importantes, tanto na formação do individuo quando na formação de relacionamentos. Devemos saber controlá-las, manipulá-las ou até libertá-las. O problema é saber a hora certa de fazer tais ações.
Há pessoas que nunca as demonstram e, com isso, fazem de tudo para se auto-proteger, mesmo que essa proteção possa atingir outras pessoas. De fato, talvez as outras pessoas não existam, o que tem que valer é o seu próprio bem estar. Mas será que é isso mesmo? Muitas vezes ferimos a quem amamos, ferimos a quem não devemos, para ver se a culpa não é toda nossa, sendo que o que fazemos é cada vez mais nos afundarmos no erro.
Guiados pela nossa fraqueza tomamos atitudes erradas, fazemos o que não devemos ou simplesmente não fazemos o que devemos. Tenho certeza que 90% das coisas que fazemos em momentos de fraqueza são motivos de arrependimento. Aqueles instigados pelo ciúmes, inveja, ódio, vingança, entre outros. Daí vem outro principio, o de reconhecer ou o de continuar a vida. Uns reconhecem, tentam concertar seus erros, outros somente seguem em frente, pois pior do que ser fraco é reconhecer tal.
O cômico, é que a maioria dessas situações poderiam ser, de antemão, resolvidas, provavelmente com uma conversa ou com um simples olhar. Mas com isso vem o impulso, a fraqueza nos leva a isso. Leva-nos a fazer algo sem pensarmos nas conseqüências, sem pararmos para orientar-nos e simplesmente observar o melhor caminho. Contudo, basta você controlá-la, ou não, para que talvez não cometa mais um erro. Conseguem entender?

Um comentário:

  1. Pode-se controlar o tempo preciso para a produção de um produto; pode-se controlar o número exato de partículas num átomo; pode-se controlar meticulosamente dois eventos em pólos diferentes do globo. Os que conseguem tais façanhas são chamados homens de gênios, competentes e etc. São muitos. Aquele que consegue controlar a própria fraqueza é chamado de forte, e não há adjetivo mais desejado. Poucos conseguem, na verdade. E paradoxalmente, a conseqüência leva a dizer que os fortes são os que não machucam os outros, justamente quando são estes os que mais podem fazer estragos. Os mais fracos, então, são aqueles que se fazem de fortes, os que escondem sua fraqueza (de quem? para quê?). E entre o fraco e o forte, entre um extremo e outro, há as nuanças que compõe a maior parte da humanidade, a parte que tenta ser forte apesar de ser fraca. Como diz um grande autor, defeitos - assim como a fraqueza- não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir. Depois do seu texto, Rafa, me pergunto se além da “vontade” e do “poder”, não bastariam realmente a “conversa e um olhar”, como você disse.
    Parabéns pelo texto! ;]

    ResponderExcluir